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 [Geografia] 3° ano do ensino Medio - Apostila Volume 2

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MensagemAssunto: [Geografia] 3° ano do ensino Medio - Apostila Volume 2   Sab Abr 23, 2011 10:40 pm


Caderno do Aluno

ensino médio 3º série

Geografia

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1




CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES?







Páginas 3 - 5

1. O significado do sentimento de estranhamento nesse caso é o de aversão a alguém ou

a algo que não se conhece, ou seja, os atentados e a invasão ao Iraque induzem à

ideia de que o Ocidente e o Oriente apresentam diferenças culturais intransponíveis,

o que não é de todo verdadeiro. Por isso os autores enfatizam a ideia de espectro,

palavra que tem o significado de fantasma ou ilusão do “choque de civilizações”.

2. Os protestos ocorridos na França em 2005, quando jovens imigrantes depredaram

espaços públicos como forma de protesto às condições sociais degradantes nas

periferias de Paris, foi em princípio relacionado diretamente como expressão do

“choque de civilizações”, pois grande parte das populações que habitam as periferias

de Paris é do Oriente. Porém, os protestos tiveram um significado político,

questionador da exclusão social e do neoliberalismo intolerante.







Leitura e Análise de Mapa e Texto




Páginas 6 - 8

1. Espera-se que os alunos elaborem uma síntese das nove civilizações propostas por

Samuel Huntington, reconhecendo as implicações culturais e geopolíticas

decorrentes do período em que o autor as propôs. Os alunos devem reconhecer que,

após a desintegração da URSS, as tensões políticas da velha ordem mundial

deixaram de se subordinar aos blocos ideológicos que as sustentavam. O modelo

baseado em civilizações proposto por Huntington identifica qual é a importância das

culturas locais quanto ao seu poder de estabelecer alianças ou provocar choques no

mundo contemporâneo. Vale lembrar que a teoria civilizacional de Huntington foi

apresentada inicialmente em 1993, num artigo de grande impacto publicado na

revista Foreign Affairs (EUA). Foi editado e transformado em livro em 1996,

estendendo sua perspectiva de análise em razão dos inúmeros debates que a

sucederam. Porém, após os ataques terroristas de 11 de setembro, muitos tentaram

explicar o ocorrido com base nesse pensamento. Análises realizadas por diferentes

correntes da comunidade de especialistas em relações internacionais mostraram-se

divididas, apontando críticas quanto ao caráter maniqueísta e sectário dessa forma de

regionalização.

2.

a) Dentre inúmeras possibilidades, podemos citar a de convencer a população

norte-americana da necessidade da invasão aos países do Oriente Médio que,

segundo o governo dos Estados Unidos, dão suporte ao terrorismo; interesses com

relação ao petróleo, fonte de energia ainda vital para a economia dos Estados Unidos;

e fortalecimento da política de combate ao “eixo do mal” que, de acordo com a

Doutrina Bush, investe na tecnologia de fabricação de bombas atômicas.

b) Edward Said enfatiza o princípio da dominação global considerando interesses

de hegemonia e econômicos atrelados, por exemplo, a reservas de petróleo.













Páginas 8 - 9

1.




a) O sociólogo Michael Mann argumenta que o Partido Republicano, do ex-presidente

George W. Bush, iniciou em 1970 uma estratégia política alicerçada na nova direita

americana, por meio da qual se cristalizou a ideia de um império americano em escala

mundial. Assim, a posição norte-americana com relação a temas de alcance mundial –

como Protocolo de Kyoto, minas terrestres, Guerras nas Estrelas, Iraque e Irã – não são

ocasionais e isoladas, mas parte de uma política de poder unilateral, posição solitária que

desconsidera acordos de caráter multilateral.




b) Os argumentos apresentados por Michael Mann são contrários à tese de “choque

de civilizações”. Para Mann, o governo de George W. Bush, representante da nova

direita americana, comportou-se de forma isolacionista, o que incita reações em

diversas partes do mundo.




c) A eleição de Barack Obama representou uma mudança no perfil da política

externa dos Estados Unidos ao romper com os preceitos da nova direita do Partido

Republicano, defensora de ações unilaterais e maniqueístas. Certas atitudes tomadas

pelo governo – como a de propor o fechamento da Base de Guantánamo, em Cuba, a

defesa do direito ao Estado palestino e a retirada progressiva das tropas americanas

no Iraque – são exemplos contundentes dessas mudanças.

2. Alternativa d. A questão propõe aos alunos apenas uma leitura linear do esquema. De

acordo com a legenda apresentada, o autor considera conflitos entre as diferentes

civilizações e também internos às civilizações. Isso explica o predomínio de conflitos

na civilização islâmica e sua menor ocorrência na latino-americana.













Páginas 10 - 12

1.

a) Espera-se que os alunos reconheçam que a expressão “choque de civilizações”

adquiriu grande repercussão no contexto de incertezas da nova ordem mundial, logo

após o fim da Guerra Fria (1947-1989). Nesse período, o mundo se deparou com a

eclosão de conflitos isolados, motivados por rivalidades étnico-religiosas e culturais,

contidos em sua grande maioria por regimes totalitários, como na ex-União Soviética

e na antiga Iugoslávia. Em particular, essa “chave” de interpretação do novo quadro

das relações internacionais emergentes da implosão soviética adquiriu grande

notoriedade com a publicação da obra do estrategista norte-americano Samuel P.

Huntington, em 1996. Ele defende que o futuro da humanidade poderá ser

determinado pelo confronto entre diferentes civilizações, a partir da adesão a

religiões e características culturais comuns.

b) De acordo com o conteúdo trabalhado nas aulas, espera-se que os alunos tenham

compreendido que a teoria do “choque de civilizações” possui limitações quando

contraposta à realidade geopolítica mundial, expressando uma visão reducionista

diante das verdadeiras causas de muitos conflitos em curso. Poderão argumentar, por

exemplo, que outros especialistas não concordam com a tese de Huntington (Edward

Said, Noam Chomsky, John Espósito, entre outros), pois vinculam os conflitos à

imposição de um modelo geopolítico e econômico controlado pelos países ricos e

suas corporações (disputa por recursos vitais, como o petróleo). De forma

complementar, com base nos mesmos autores, ainda poderão argumentar como essa

visão de mundo favorece a disseminação de uma imagem deturpada do islamismo,

associando-o, de maneira equivocada e simplista, ao fundamentalismo religioso,

além de desconsiderar as mudanças a que estão expostas as diferentes culturas diante

dos fluxos de informação e de pessoas no contexto da globalização.

2. Alternativa a. A alternativa c é incorreta, pois, com base na classificação de

Huntington, três civilizações estão representadas no Conselho de Segurança da ONU:

a ocidental (EUA, França e Inglaterra), a sínica (China) e a ortodoxa (Rússia). A

alternativa b também é incorreta, pois o poder no Conselho de Segurança está

concentrado em apenas um terço das civilizações citadas pelo autor. Pelo menos três

continentes estão representados no Conselho de Segurança (América, Europa e

Ásia), invalidando, portanto, a alternativa d. A alternativa e é incorreta porque o

poder no Conselho de Segurança é concentrado: não só a civilização africana, mas

também a latino-americana, a budista, a japonesa, a hindu e a islâmica não têm

representação nesse Conselho.




SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2




GEOGRAFIA DAS RELIGIÕES













Páginas 13 - 15

1. (4); (2); (5); (1) e 3.

2. É importante, professor, que os alunos localizem os seguintes países no mapa:

(1) Brasil

(2) Tailândia

(3) Arábia Saudita

(4) Israel

(5) Índia

3. O objetivo dessa questão é fazer com que os alunos reconheçam a localização

espacial dessas religiões ocorrida a partir da Ásia, centro difusor das três maiores

religiões do mundo em número de fiéis na atualidade: o cristianismo, o islamismo e

hinduísmo. Espera-se, assim, que os alunos reconheçam o surgimento do

cristianismo – ocorrido por volta do último milênio a.C. – e do islamismo – ocorrido

a partir do século VII d.C. Ambos foram difundidos a partir do Oriente Médio,

porção oeste do continente asiático. Considerando os distintos tempos, nos dois

casos, a difusão ocorreu por meio de processos expansionistas consolidados. No

cristianismo, isso ocorreu quando o Imperador Constantino transformou-o em

religião oficial. No islamismo, a difusão ocorreu graças às Cruzadas e à expansão do

Império Turco Otomano.

Por sua vez, o hinduísmo, uma das inúmeras religiões politeístas da Antiguidade,

consolidou-se como principal religião da Índia, o segundo país mais populoso do

mundo.

4. A colonização foi responsável pela difusão do cristianismo no continente americano.

Enquanto na América do Norte a colonização de povoamento organizou-se em bases

calvinistas e de outros ramos protestantes, na América Latina a colonização de

exploração ibérica implementou-se com o auxílio de ordens da Igreja Católica.

Leitura e Análise de Gráfico e Mapa




Páginas 15 - 20

1. A maior parte dos protestantes se distribui pelos EUA, Reino Unido e Alemanha; a

de católicos, pelo Brasil, México e EUA; e a de cristãos ortodoxos, pela Rússia,

Etiópia e Ucrânia.

No caso dos protestantes nos EUA, o predomínio religioso vincula-se à forma como

ocorreu o processo de colonização, em grande parte baseado no deslocamento de

comunidades religiosas nos diferentes períodos da expansão territorial do país.

No Brasil, novamente o processo colonial, baseado no modelo patriarcal, atrelado à

presença religiosa jesuítica, foi responsável pela catequização e predomínio do

catolicismo no país.

A presença majoritária dos cristãos ortodoxos na Rússia e na Ucrânia decorre de

raízes históricas. A expansão russa para o Oriente iniciou-se durante a autocracia de

Ivan III, o primeiro czar da Rússia, ocorrida no século XV, após o seu casamento

com a sobrinha do imperador bizantino. A presença significativa de cristãos

ortodoxos na Etiópia decorre da expansão dessa religião para novas áreas, não se

restringindo apenas aos povos balcânicos.

2.

a) O país com maior contingente de muçulmanos é a Indonésia, seguido da Índia,

Paquistão e Bangladesh.

b) O segundo mapa apresenta uma lista dos sete países com maior porcentagem de

muçulmanos na população, sendo que os seis primeiros (Arábia Saudita, Iêmen,

Somália, Mauritânia, Maldivas e Saara Ocidental) são considerados de população

100% muçulmana.

c) Isso ocorre porque os quatro países com maior número de muçulmanos

(Indonésia, Índia, Paquistão e Bangladesh) são muito populosos e possuem

numerosos adeptos de outras religiões sob o total de suas populações. No caso da

Arábia Saudita, Iêmen, Somália e Mauritânia, suas populações não são tão

numerosas e a maioria absoluta é muçulmana.

d) Meca, Medina, Jerusalém e Cairuã são considerados sagrados para os sunitas.

Meca, Najaf e Kerbala, para os xiitas.




e) Considerando que o hajj é um dos cinco pilares do islamismo, a peregrinação a

Meca torna-se fundamental para a fé islâmica. Com a diminuição dos custos das

passagens aéreas e a melhoria das condições de vida das populações da Indonésia e

da Índia, resultante da forte industrialização ocorrida nesses países a partir dos anos

1990, houve um aumento de peregrinos procedentes do Sudeste Asiático rumo a

Meca.

3.

a) Em Israel, Estados Unidos e França. A concentração de judeus em Israel

explica-se pelas inúmeras imigrações realizadas pela comunidade judaica em busca

de um lar nacional após o estabelecimento do Estado de Israel. Em virtude do direito

constitucional à liberdade religiosa, tanto na França quanto nos Estados Unidos, as

comunidades judaicas são significativas, desde o século XIX.

b) Israel. O crescimento se deu em virtude das sucessivas imigrações de judeus

vindos dos EUA e da Europa para habitar colônias judaicas nos territórios ocupados

por Israel após a Guerra dos Seis Dias.













Página 20




Página 21

• Tolerância: capacidade de aceitar o outro, sobretudo quando este é estranho, exótico,

diferente daquilo que conhecemos e aceitamos como certo, normal ou verdadeiro.

• Intolerância: expressão do preconceito em relação ao outro, por este ser diferente.

• Preconceito: ato de se julgar o outro de forma preconcebida, muitas vezes por meio

de atitudes estereotipadas ou discriminatórias contra pessoas ou instituições.

• Etnocentrismo: tendência ou atitude de considerar a nossa cultura ou religião como a

medida de todas as demais.







SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3




A QUESTÃO ÉTNICO-CULTURAL













Páginas 22 - 25

1.

a)

– Equador/Peru: as elites peruanas mantêm uma velha disputa com o Equador,

baseada na conformação da Audiência de Quito, que deu lugar ao Equador, e do

Vice-Reino do Peru na época colonial. A reclamação das elites equatorianas é que o

Equador deveria ter acesso à região amazônica. Essas disputas não são somente de

caráter diplomático e, inclusive, já tiveram caráter bélico. O Protocolo do Rio de

Janeiro, de 29 de janeiro de 1942, pôs fim ao conflito fronteiriço, mas o Equador

perdeu boa parte de suas terras amazônicas.

– Chile/Argentina: na década 1970, Chile e Argentina tiveram um conflito

decorrente da definição da zona austral, mais especificamente pelo Canal de Beagle.

Esse conflito foi resolvido a favor do Chile, com intermédio da Santa Sé, pelo Tratado

de Paz e Amizade, assinado na Cidade do Vaticano em 20 de fevereiro de 1978.

– Professor: apesar de o mapa não apontar problemas fronteiriços entre Chile,

Bolívia e Peru no século XX, sugerimos ampliar a análise do mapa indicando os

conflitos iniciados no final do século XIX, e que ainda motivam instabilidades

regionais envolvendo alguns desses países na atualidade. Para isso explique aos alunos

que o Chile apresentou problemas fronteiriços com Argentina, Bolívia e Peru. Com

Bolívia e Peru, o Chile mantém uma disputa histórica datada de 1879, quando as três

nações protagonizaram a Guerra do Pacífico, vencida pelo Chile. Nessa guerra, a

Bolívia perdeu o território de Antofagasta para o Chile ficando, portanto, sem acesso

ao Oceano Pacífico. Nessa mesma guerra, o Peru perdeu as zonas de Arica e Iquique

para o Chile. Entre 1932 e 1935, deu-se a Guerra do Chaco, entre Bolívia e Paraguai.

A Bolívia perdeu e cedeu ao Paraguai parte de seu território, chamado Chaco Boreal.




b)

– Irlanda do Norte: apesar de ter havido um acordo de paz em 1998, ainda existe

um movimento remanescente do conflito de base religiosa entre católicos e

protestantes.

– País Basco: apesar de ter havido um acordo de paz entre o grupo separatista

ETA e o governo espanhol, ainda existe um movimento remanescente que busca a

independência do País Basco.

– Bósnia-Herzegovina: após a invasão da Iugoslávia.

– Conflito separatista kosovar: o mapa, datado de 2006, aponta os graves tumultos

internos ocorridos no Kosovo decorrentes da não aceitação, por parte da Sérvia, do

estatuto de autonomia plena kosovar, mediado pela ONU. As negociações

sucederam-se entre 2006 e 2007 e, sem haver acordo, em 17 de fevereiro de 2008, a

Assembleia do Kosovo declarou independência, que foi reconhecida, até agora, por

mais de cinquenta países. Porém, a Sérvia continua a rejeitar a independência e, no

ano de 2009, o governo sérvio solicitou junto ao Tribunal Internacional de Justiça

(ONU) uma verificação jurídica sobre a legalidade do direito internacional da

declaração de independência do Kosovo.

c) Com base no mapa, o maior número de conflitos ocorreu na África, na Ásia e na

América Latina.

2.

a) A partilha da Palestina, proposta pela ONU em 1947 e instituída em 1948,

criaria dois Estados: o de Israel e o da Palestina.

Estado de Israel (Estado judeu, conforme o mapa). Vale aproveitar algumas

informações complementares para o trabalho com o aluno: com cerca de 14 mil km2,

o Estado de Israel seria composto pela faixa de terras entre Haifa e Tel Aviv na

porção oeste, pela Galileia Oriental e pela porção de terras correspondente ao deserto

de Neguev.

Estado da Palestina (Estado árabe, conforme o mapa). Vale aproveitar algumas

informações complementares para o trabalho com o aluno: com 11,5 mil km2, a

Palestina seria formada pela Cisjordânia, Faixa de Gaza e Galileia Ocidental. A

cidade de Jerusalém, tida como centro religioso para as populações dos dois Estados

e da comunidade cristã, seria considerada área internacional.




b) A primeira guerra entre árabes e israelenses durou até janeiro de 1949, quando

Israel ocupou toda a Galileia e o deserto de Neguev ampliando sua área original em

mais de 50%. De fevereiro a julho de 1949, foram assinados acordos de armistício

sem a concretização de um tratado de paz para a região. Como resultado desses

acordos, uma parte do que seria o Estado árabe da Palestina foi anexada a Israel e a

outra parte, correspondente à Cisjordânia, foi anexada à Transjordânia, que mais

tarde se tornaria o Reino Hachemita da Jordânia. A Faixa de Gaza passou ao controle

egípcio. Jerusalém foi dividida, ficando a parte oriental sob administração

jordaniana, e a parte ocidental sob administração israelense.

c) Em 1967 iniciou-se mais um conflito na Palestina: a Guerra dos Seis Dias.

Resultante de mais um confronto entre as nações árabes e Israel, a guerra representou

um fulminante ataque israelense que acabou por conquistar Gaza, toda a península do

Sinai (pertencente ao Egito), a Cisjordânia (pertencente à Jordânia) e as colinas de

Golã (pertencentes à Síria).













Página 26

• Os Estados de Israel e da Palestina

Em Israel, há duas forças políticas majoritárias e antagônicas: o Partido Trabalhista e

o Likud. Os trabalhistas são favoráveis aos acordos de paz que levem segurança para

a região, e seu lema é trocar terra por paz. Quando estão no poder, articulam acordos

com o intuito de se chegar a uma convivência pacífica entre as partes. Já o Likud

congrega forças da direita e grupos fundamentalistas religiosos, que defendem o

princípio da “terra arrasada”, ou seja, ao assumir o controle de terras nas regiões de

Gaza e Cisjordânia por meio de ofensivas contra o terrorismo, eles garantem a

ampliação e consolidação dos interesses de Israel na região.

Além da indefinição sobre Jerusalém, outro aspecto de difícil solução é o destino de

cerca de três milhões de refugiados palestinos que foram obrigados a viver em países

vizinhos. A Organização pela Libertação da Palestina (OLP) reivindica o retorno

desses refugiados ao território palestino, mas Israel discorda, pois isso ampliaria a

população palestina na região.

Em resposta a essa reivindicação, os últimos governos liderados pelo Likud têm

estimulado a ocupação de terras palestinas por colonos judeus, ampliando as fontes

de tensão. A estratégia de ocupação tem sido criar colônias agrícolas que alojam

trabalhadores judeus, os quais, uma vez instalados, não saem das terras de onde

retiram seu sustento. Além disso, o Likud aprovou a construção de um muro

separando Israel da Cisjordânia. Essa atitude intensificou a segregação espacial na

região.

Em 1993, o líder trabalhista israelense Yitzhak Rabin e o palestino Yasser Arafat

encontraram-se em Washington e firmaram um acordo de reconhecimento mútuo.

Esse encontro histórico propiciou o Tratado de Oslo I, assinado em 4 de maio de

1994. Por ele, os palestinos conquistaram pleno direito sobre a maior parte da Faixa

de Gaza e a cidade de Jericó, cabendo-lhes a administração civil e a segurança

interna dessas áreas. Os israelenses permaneceram no comando da defesa e das

relações exteriores da região.

O controle sobre Jerusalém permaneceu um impasse. Na porção intramuros, a cidade

é assim dividida: um bairro armênio, um cristão, um judeu e outro palestino. Judeus e

palestinos não abrem mão do controle da cidade. Os primeiros a apontam como

capital de Israel e os palestinos a consideram sagrada.

Em 28 de setembro de 1995, Israel e a OLP assinaram em Washington o Tratado de

Oslo II, que ampliou o anterior, agregando partes da Cisjordânia ao controle

palestino. Porém, em novembro do mesmo ano, um jovem extremista judeu

assassinou Yitzhak Rabin. Com a morte do líder israelense, houve, no ano seguinte,

outra eleição para primeiro-ministro. O representante do partido ultraconservador

Likud, Benyamin Netanyahu, venceu a eleição. Durante seu governo, alguns acordos

– como o de Wye Plantation, de 1998 (que ampliaria o controle palestino na

Cisjordânia) – ficaram estagnados, o que contribuiu para o fracasso político do novo

primeiro-ministro.

Em 1999, com a eleição para primeiro-ministro de Israel do trabalhista Ehud Barak,

apoiado por uma coalizão de partidos, foi retomado o processo de paz. No final

daquele ano, foi inaugurada uma estrada ligando Gaza à Cisjordânia, que facilitou o

trânsito de palestinos. Porém, as perspectivas de paz não se consolidaram. A grande

controle os grupos radicais de ambos os lados,

que não têm interesse na pacificação.

Em 1993, Rabin afirmou: “Nos dois lados existe oposição ao acordo que assinamos

aqui. Será necessário que as duas partes construam uma coexistência pacífica”. Essas

palavras dão a medida das dificuldades ainda existentes para manter a paz na região.

Os acordos assinados, devolvendo aos palestinos a Faixa de Gaza e parte da

Cisjordânia, pretendiam dar um fim aos conflitos. As revoltas palestinas nas terras

ocupadas, a violência entre as partes e a necessidade de estabelecer um equilíbrio na

região, dando aos palestinos o direito de possuir seus lares, compuseram o pano de

fundo de um acordo não concretizado.

As tensões voltaram em setembro de 2000 quando, em campanha eleitoral, Ariel

Sharon, então líder do partido Likud, fez uma visita à Esplanada das Mesquitas, em

Jerusalém, desencadeando forte reação dos palestinos. A eleição de um ultradireitista

do Likud explica o desencadeamento dos conflitos em 2002.

• O Exército Republicano Irlandês

A questão irlandesa entre católicos e protestantes teve início com a própria história

do Reino Unido. No início do século XII, a Ilha da Irlanda, então dominada pelos

normandos, foi cedida ao rei inglês Henrique II. Por volta de 1534, um episódio entre

o então soberano Henrique VIII e o papa Clemente VII foi utilizado pela nobreza

inglesa, descontente com os tributos pagos a Roma, para romper seus laços com a

Igreja Católica. O rei pretendia anular seu casamento com Catarina de Aragão,

membro da Casa Real Espanhola, para se casar com Ana Bolena. Como o papa,

pressionado por Carlos V, rei da Espanha e do Sacro Império Romano-Germânico,

não o atendeu, Henrique VIII rompeu com a Igreja Católica e criou a Igreja

Anglicana (protestante). Além da questão matrimonial, com isso se resolveu o

problema dos tributos.

Durante os séculos XVII e XVIII, sucessivas migrações inglesas para a Irlanda

contribuíram para expandir o poder protestante na região, assim como por deflagrar a

perseguição contra os católicos da ilha. Como resultado da instabilidade interna, em

1801, foi assinado o Union Act, ato por meio do qual o Reino Unido da Grã-Bretanha

anexa a Irlanda, transformando-se em Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.

No século seguinte, católicos irlandeses organizaram um movimento de resistência

colonial em defesa da independência da Irlanda. Foi nesse contexto que surgiu o IRA

(Exercito Republicano Irlandês) e o Sinn Feinn, organização política de base católica

irlandesa.

Na páscoa de 1916, conflitos entre católicos e protestantes resultaram na Revolta da

Páscoa, responsável por deflagrar a Guerra Anglo-Irlandesa, ocorrida entre 1918 e

1922. Como resultado da guerra, as partes assinaram o primeiro Ireland Act,

documento responsável pela formação do Estado independente do Eire, ao sul da

ilha, com maioria da população católica e associado à Grã-Bretanha. Na porção norte

da ilha, com predomínio protestante, estabeleceu-se a Irlanda do Norte, diretamente

ligada ao Reino Unido.

Em 1937, o primeiro-ministro do Eire, Éamon de Valera, promulgou a Constituição

que fez da Irlanda uma nação soberana dentro da Comunidade Britânica. Em 1949,

esse ato foi ratificado com o segundo Ireland Act, dessa vez com o aval da Inglaterra,

que aceitou a independência, sendo então proclamada a República da Irlanda.

A maioria católica da Irlanda do Norte, além de sofrer perseguições de ordem

religiosa, vivia uma situação de grande injustiça social, como resultado da ocupação

colonial dos séculos anteriores. Nesse contexto, o IRA permaneceu como base de

sustentação para sua luta com o objetivo de unir a Irlanda do Norte à República da

Irlanda, deixando para trás séculos de influência e dominação britânicas. Os

unionistas, protestantes descendentes dos colonos ingleses, queriam continuar como

província do Reino Unido.

Desde a década de 1960, os dois grupos têm se confrontado violentamente,

utilizando-se de táticas terroristas.

Em março de 1972, com o aumento da violência, o governo britânico assumiu a

administração da Irlanda do Norte, retirando sua autonomia de, até então, manter

parlamento próprio. O IRA ampliou suas ações terroristas desde então, causando

várias baixas no Exército britânico. Somaram-se, desde o final da década de 1960,

mais de três mil mortos nos conflitos entre católicos e protestantes. A partir de 1972,

a organização atravessou o mar e passou a agir em solo britânico, para chamar a

atenção do mundo para a sua causa.

O IRA possui dois braços para a ação política. Um deles, o Sinn Feinn, busca, por

intermédio da política e da legalidade, influir nas decisões do Parlamento britânico.

O outro, formado por extremistas radicais conhecidos como provos, atua de maneira

terrorista, atacando lojas e assassinando pessoas.

Na década de 1990, o número de extremistas do IRA diminuiu muito e a organização

perdeu o apoio da população, cansada da violência. Diante disso e da necessidade de

manter um contingente oneroso de soldados para garantir a paz na região, o governo

britânico se dispôs a negociar com o da República da Irlanda uma saída pacífica para

o longo conflito.

Em julho de 1997, o IRA anunciou seu último cessar-fogo e, dois meses depois, em

setembro, o Sinn Feinn foi aceito para participar das negociações de paz. Em maio de

1998, ocorreu a assinatura do tratado de paz, ratificado por meio de um plebiscito que

obteve 71% de votos favoráveis na Irlanda do Norte e 94% na República da Irlanda.

Os principais pontos do acordo de paz defendem que:

– a Irlanda do Norte continue fazendo parte do Reino Unido, a menos que a maior

parte da população opte pela separação;

– seja eleita uma assembleia de 108 membros, escolhidos entre católicos e

protestantes norte-irlandeses, que se renove a cada cinco anos e tenha como objetivo

definir políticas públicas que promovam o desenvolvimento econômico e de saúde

no país;

– um Conselho Ministerial atue entre as duas Irlandas na promoção do interesse

comum;

– sejam nomeados doze membros para participar do Gabinete Ministerial como

representantes da comunidade irlandesa no governo britânico;

– o desarmamento dos grupos envolvidos seja total.

O acordo entrou em vigor em 2000, mas a paz sempre é uma incógnita, já que

durante anos a desconfiança marcou as relações entre britânicos e católicos da

Irlanda do Norte. Após os atentados de 11 de setembro nos EUA, os países

ocidentais intensificaram a sua preocupação com atentados terroristas, o que levou

autoridades britânicas a suspeitar de envolvimento entre o IRA remanescente e

lideranças da Al Qaeda.




• A Guerra Civil Espanhola e a questão basca

O conflito civil que eclodiu na Espanha em 1936 foi resultado de tensões sociais e

políticas que vinham agitando o país desde o início do século XX, opondo, de um

lado, movimentos de esquerda e republicanos, e, de outro, grupos conservadores,

alguns deles de inspiração fascista. O crescimento do anarquismo na Catalunha,

nordeste da Espanha, levou, em 1923, o general Primo de Rivera a liderar um golpe

de estado e a instalar uma ditadura militar no país, apoiada pela monarquia de

Afonso XIII em aliança com a burguesia conservadora, com os latifundiários e o

clero tradicional.

As dificuldades econômicas decorrentes da crise de 1929 e a pressão popular ligada à

coalizão formada por empresários republicanos, socialistas, comunistas e anarquistas

enfraqueceram o regime monárquico e, em 1931, a República foi proclamada.

O novo governo realizou uma série de reformas de caráter liberal, mas elas não

foram suficientes para estancar os conflitos e as tensões sociais e políticas. As

manifestações operárias e camponesas e as greves se generalizaram pelo país, além

de crescer o movimento separatista na região basca e na Catalunha. A crise

econômica impulsionou a organização dos partidos Socialista e Comunista.

Diante desse quadro, as forças sociais e políticas conservadoras uniram-se em torno

da Falange, partido de inspiração nacional-socialista (fascista) fundado em 1933. Os

diversos setores da esquerda, por sua vez, formaram a Frente Popular, coalizão de

republicanos, socialistas, comunistas e liberais-democratas, que conquistou a vitória

nas eleições de 1936.

O governo da Frente Popular retomou a questão da reforma agrária e promoveu

anistia aos presos políticos, além de anunciar a realização de uma reforma

educacional.

Os atritos entre as diferentes forças políticas tornaram-se mais aguçados, culminando

no assassinato do líder conservador Calvo Sotelo, em julho de 1936, incidente que

serviu de pretexto para o levante militar liderado pelo general Francisco Franco, que

deu início à Guerra Civil Espanhola.

As forças franquistas ligadas à Falange, apoiadas pelos grandes latifundiários, pela

alta burguesia e pelo clero tradicional, também contavam com a adesão da Itália

fascista e da Alemanha nazista.







Os republicanos da Frente Popular, por sua vez, contavam com o apoio militar da

URSS e das Brigadas Internacionais, formadas por voluntários de dezenas de países,

inclusive dos Estados Unidos, que foram à Espanha lutar em defesa da República,

contra a ameaça fascista.

Várias cidades espanholas foram bombardeadas com armamentos alemães, como a

aldeia basca Guernica, em operações de teste de táticas militares nazistas.

Com a tomada de Madri em 1939, a Falange derrotou as forças republicanas,

implantando a ditadura do general Francisco Franco, que governou a Espanha até 1975.

A Guerra Civil Espanhola foi uma luta sangrenta, que causou aproximadamente 600 mil

mortes, sendo considerada um ensaio preparatório para a Segunda Guerra Mundial.

No ano de 1939, durante a guerra civil, Francisco Franco, general líder da Falange,

assumiu o governo da Espanha, passando a perseguir e impor severas restrições aos

bascos. Nesse contexto, surgiu, em 1959, um movimento para resgatar a língua e as

tradições bascas denominado ETA – Euskadi Ta Askatasuna –, termo basco para

“Pátria Basca e Liberdade”. Todavia, as constantes perseguições e a forte repressão

ao costumes bascos, com a proibição do uso da bandeira e da língua basca (o

euskera), desencadeou-se a primeira reação armada do ETA, em 1966.

Com a morte de Francisco Franco, em 1975, a Espanha adotou a monarquia

parlamentarista. Juan Carlos de Bourbon assumiu o trono, e Adolfo Suarez foi eleito

primeiro-ministro. Todos os partidos políticos foram legalizados, e uma nova

Constituição começou a ser elaborada. Na região basca destacam-se os seguintes

partidos: PNV (Partido Nacionalista Basco), o Herri Batasuna (representante do

ETA) e o Eukadino Ezkerra (partido de esquerda que não aceita a luta armada).

Durante o governo de Adolfo Suarez foi assinado o Tratado de Moncloa e formou-se

uma coalizão de partidos para tirar a Espanha da longa crise econômica em que se

encontrava.

A democracia na Espanha somente foi restabelecida após a promulgação da constituição

espanhola, em 1978, durante o governo do rei Juan Carlos, por meio da qual também se

concedeu maior autonomia às regiões bascas, da Catalunha e de Andaluzia. Com essa

medida, uma parcela significativa dos bascos passou a condenar a luta armada

colocando-se contrária às ações do ETA. Em fins da década de 1990, partidos políticos

bascos influenciaram parte das lideranças bascas conseguindo estabelecer, em novembro




de 1999, o fim das ações armadas do ETA. Porém, uma pequena parcela do ETA radical

ainda se mobiliza e, vez por outra, persistem atentados responsáveis por desestabilizar a

vida de parte da população espanhola.







Leitura e Análise de Texto e Mapa




Páginas 26 - 28

1. Timur é original da Chechênia, que é uma das repúblicas que formam a Federação

Russa. Por isso, Timur é considerado um rossianin.

2. Podemos considerar dois fatores como determinantes: o geopolítico e o econômico.

A Rússia não quer perder parte de seu território, sobretudo a Chechênia, que possui

grandes reservas de petróleo e é cortada por importantes oleodutos e gasodutos.







Desafio!




Página 29

1. A África passou por um processo de artificialização de fronteiras, pelo qual as

nações europeias colonialistas, ao definir as divisas de seus territórios no continente,

separavam povos amigos e deixavam num mesmo território os inimigos. O objetivo

dessa estratégia era dificultar alianças que pudessem colocar em risco o processo

neocolonial no continente. A forma como foi executada a partilha da África explica

bem a realidade desse continente no final do século XX, quando, num mesmo país,

grupos rivais lutam pelo poder, dificultando o estabelecimento de Estados nacionais

coesos.

2. Os dados apresentados nos dois gráficos indicam forte retração do Produto Nacional

Bruto e da produção de alimentos durante o período da guerra étnica em Ruanda.

Tais resultados abalaram fortemente a economia do país, que já era bastante frágil.




Páginas 30 - 31

1. Porque a organização militar palestina denominada Hamas não aceita a existência do

Estado de Israel e, para os israelenses, a sua posição irredutível sempre acarretará

novos conflitos.

2. Espera-se que os alunos identifiquem no texto que a relação entre o Hamas e a

população palestina sustenta-se por intermédio de uma ampla rede de assistência social

implementada pelo Hamas para o atendimento à população de Gaza. Assim, a

deteriorada condição social da população de Gaza, resultante de décadas de conflitos,

tem no Hamas um polo de sustentação que lhe garante votos nas eleições.

3. O Hamas tem interesses políticos divergentes da Autoridade Palestina, além do fato

de ambos disputarem a liderança política na região.













Páginas 31 - 32

1. Alternativa b. O exercício refere-se à atuação do ETA (Euzkadi Ta Askatazuna –

Pátria Basca e Liberdade), que ainda age na Espanha; aos conflitos desencadeados

por minorias étnicas no Cáucaso representadas por chechenos, abkhasses,

tchuvaches; conflitos na região de Nagorno Kharabah, todos no Cáucaso; e conflitos

entre minorias como sikhs e tâmis, na Índia e no Sri Lanka.

2. Expansionista e controle sobre as ricas áreas petrolíferas da região.

3. Alternativa c. O texto introdutório apresenta a localização geográfica, o relevo e os

inúmeros conflitos entre paquistaneses e indianos na região da Caxemira.




SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4




AMÉRICA LATINA?













Páginas 33 - 34

1. Bolívia (América do Sul), Guatemala (América Central), Peru (América do Sul),

Equador (América do Sul) e Belize (América Central).

Localizados nas Américas do Sul (região Andina) e Central, historicamente esses

países possuíam uma expressiva presença de nações indígenas muito bem

organizadas, que escravizadas pelo colonizador espanhol, posteriormente,

mantiveram-se como base da cultura após a descolonização.

2. Brasil (porção centro-oriental da América do Sul), Argentina (porção sul da América

do Sul), Costa Rica (América Central), Porto Rico (estado insular da América

Central, associado dos EUA) e Jamaica (estado insular da América Central).

Esses países localizam-se na porção insular da América Central (Porto Rico e

Jamaica), na porção ístmica da América Central (Costa Rica) e nas porções sul

(Argentina) e centro-oriental da América do Sul (Brasil). No caso dos insulares, a

colonização espanhola providenciou um grande fluxo de negros escravizados para o

trabalho nas plantações de cana. Os escravos africanos são a origem de parte da

composição étnica de suas populações. Quanto à Argentina, houve grande extermínio

das populações indígenas e intenso processo de migração europeia para o país. No

Brasil, o extermínio deveu-se a ação dos colonizadores e em função das

enfermidades contraídas em contato com os brancos.













Página 34




Professor, na divisão dos grupos, sugerimos que os alunos sejam orientados a não

escolher a Colômbia como tema para pesquisa, pois esse país será objeto da próxima

atividade. Após a delimitação dos temas, sugerimos que os alunos sejam orientados a

apresentarem o resultado da pesquisa por meio da elaboração de um mural. Essa técnica

permite que se organize melhor o tempo de exposição, para que um maior número de

grupos possa apresentar seus trabalhos.




Para a elaboração do mural sugerimos que sejam desenvolvidos os procedimentos a

seguir.




A elaboração de trabalhos e a consequente fixação no mural tem por objetivo não

apenas socializar as pesquisas realizadas pelos diferentes grupos, mas transformar-se

num meio de comunicação visual de informações e dados relevantes sobre cada um dos

temas. Sua função é traduzir os conceitos, as informações e os dados mais relevantes

sobre o tema estudado.




O material a ser afixado deverá apresentar:




• título;

• resumo com as principais ideias;

• ser objetivo na construção do texto;

• iconografia: imagens, mapas, fotografias, gráficos ou ilustrações realizadas pelos

alunos.




Ao apresentá-lo, considerar os seguintes procedimentos:




• Expor as ideias com clareza, evitando minúcias e repetições;

• Apresentar coerência argumentativa, sabendo articular o que deve ser exposto

com a apresentação da parte iconográfica.













Página 35

• Desde os anos 1960, atuam no país as Forças Armadas Revolucionárias da

Colômbia (Farc), organização comunista remanescente de um período de lutas

populares da década de 1940, conhecido como La violencia. A organização conta

com cerca de 5 mil a 8 mil membros e ainda controla pontos importantes do território

colombiano.

Também opera na Colômbia o Exército da Libertação Nacional (ELN), movimento

de esquerda que propõe a revolução popular e foi organizado na década de 1960 por

grupos ligados a movimentos religiosos inspirados na Teologia da Libertação.

Em 1981, com a intenção de combater a guerrilha, foi instituída uma organização

“paramilitar” conhecida pela sigla AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia), grupo

de extrema-direita formado por membros e ex-membros do exército e da polícia que,

financiados por latifundiários, grandes empresários e pelo narcotráfico. No entanto,

já foram quase totalmente desmobilizados.

• Alguns especialistas acusam as Farc de receber dinheiro do narcotráfico, por meio de

um “imposto revolucionário” cobrado das pessoas que vivem em sua área de

controle. Com 5 mil membros e atuando na fronteira com a Venezuela, o ELN se

autofinancia por meio de sequestros e da cobrança de um “imposto revolucionário”.

A AUC age como “esquadrão da morte”, amedrontando as populações que

supostamente colaboram com os guerrilheiros.

• As Farc e o ELN têm o interesse de promover uma revolução de bases socialistas na

Colômbia. A AUC combate as frentes de esquerda impondo um poder paralelo no

interior do país.













Páginas 36 - 37

1. Rede de radares de longo alcance, responsáveis pelos sistemas de vigilância do

território colombiano, operam dos EUA (Virgínia e Texas) e de Porto Rico, Estado

associado aos EUA. Na Amércia do Sul, há o Sistema de Vigilância da Amazônia

(Sivam), pertencente ao Estado brasileiro.

Observação: Professor, de acordo com dados disponibilizados pela empresa norte-

americana Raytheon, responsável técnica pelo Sivam, o sistema tornou-se

operacional em 2002 e está geograficamente disperso em mais de dois milhões de

quilômetros quadrados, incluindo um vasto conjunto de monitoramento terrestre e

aéreo, além de sensores espaciais em áreas extremamente remotas que estão em rede,

coordenados por centros regionais e nacionais. Assim, acredita-se que a base do

Sivam, localizada em Porto Rico, conforme apresentada no mapa, insere-se em

controle exercido por algum centro regional da Raytheon, localizado neste país

caribenho. As outras bases operam a partir do território brasileiro e não foram

identificadas no mapa publicado pelo Le monde.

Para consultar mais dados a esse respeito, sugerimos pesquisa no site da Raytheon

(Disponível em:

raytheon&proxystylesheet=raytheon&output=xml_no_dtd&q=SIVAM>. Acesso em:

15 nov. 2009).

2. Alguns dos motivos que levaram o país a instalar o Sivam foram: a instabilidade

política na Colômbia resultante da atuação de frentes guerrilheiras como as Farc, o

ELN e a AUC; as sucessivas invasões ao território brasileiro provenientes de

guerrilheiros e narcotraficantes; a vigilância contra o desmatamento e a extração

ilegal de madeiras e metais preciosos; e a constante invasão de terras indígenas.

3. Devemos considerar que os EUA são o maior mercado consumidor de drogas como

cocaína e heroína. Porém, o combate ao narcotráfico só terá eficácia com o

desenvolvimento de políticas de saúde pública voltadas para coibir a demanda. O

grande problema dos planos antidrogas liderados pelos EUA é que todos focaram o

combate na repressão à produção e à distribuição, e não numa política eficaz

direcionada à conscientização. Além disso, os investimentos e as parcerias realizados

pelos EUA na América do Sul visam também manter bases de vigilância a governos

de esquerda que se instalaram recentemente em alguns países sul-americanos, como

na Venezuela, na Bolívia e no Equador.













Página 37




Alternativa c. O texto introdutório descreve a ação de grupos guerrilheiros e

narcotraficantes no território colombiano, assim como define a ação do governo diante

desses conflitos.


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